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Simples Nacional vai perder clientes com a Reforma Tributária? Entenda o impacto no B2B com IBS e CBS

Rafaela Barbosa • 2 de fevereiro de 2026

Simples Nacional vai perder clientes com a Reforma Tributária é uma preocupação real, especialmente para empresas que atuam no modelo B2B (vendas para outras empresas).


A partir da implementação do IBS e da CBS, o novo sistema passa a permitir aproveitamento amplo de créditos tributários, o que torna fornecedores enquadrados no Simples — que não geram crédito integral — menos atrativos para compradores de maior porte.


Na prática, empresas que compram insumos ou serviços tendem a priorizar fornecedores que possibilitem compensação de impostos na cadeia.


Como o Simples Nacional recolhe tributos de forma unificada, sem destaque completo de IBS e CBS, isso pode resultar em perda de competitividade, aumento indireto de preços e até rescisão de contratos comerciais.


Entre os principais impactos esperados, destacam-se:


  • Redução da atratividade no mercado B2B, devido à menor geração de créditos fiscais;
  • Pressão sobre a precificação, já que concorrentes fora do Simples podem oferecer vantagem tributária;
  • Necessidade de adaptação estratégica, com revisão de enquadramento, modelo de apuração e estrutura operacional.


A mudança, prevista para avançar a partir de 2027, não extingue o Simples Nacional, mas altera profundamente sua lógica competitiva. Empresas que não se anteciparem com planejamento tributário, organização de processos e análise do modelo de apuração correm o risco de perder espaço no mercado corporativo.


IBS e CBS: o que muda além do nome dos tributos


Simples Nacional vai perder clientes com a Reforma Tributária não apenas por causa de novos impostos, mas pela mudança estrutural na forma de tributação. O IBS e a CBS alteram a lógica do sistema ao substituir tributos cumulativos por um modelo de não cumulatividade plena, em que o imposto acompanha cada operação realizada.


Na prática, a tributação deixa de ser um ajuste feito apenas no fechamento do período e passa a refletir a rotina operacional da empresa, impactando controles internos, formação de preços e gestão financeira. Para microempresas, isso exige maior organização, já que falhas operacionais passam a gerar efeitos fiscais imediatos.


Transição gradual prevista na EC 132/2023 e na LC 214/2025


A implementação do IBS e da CBS foi estruturada para ocorrer de forma progressiva, conforme definido na Emenda Constitucional nº 132/2023 e na Lei Complementar nº 214/2025. O objetivo é permitir adaptação gradual de empresas e administrações públicas, evitando impactos abruptos e dando tempo para ajustes de sistemas, cadastros e processos.


Período de adaptação sem multas até abril de 2026


Durante a fase inicial, não haverá aplicação de multas até abril de 2026 relacionadas ao preenchimento das novas informações. Ainda assim, o novo modelo já exige atenção, pois erros operacionais passam a gerar distorções fiscais mais rápidas à medida que a apuração eletrônica avança.


O impacto real da Reforma Tributária na rotina das microempresas


Simples Nacional vai perder clientes com a Reforma Tributária porque o novo sistema exige mudanças práticas na gestão do dia a dia. Para microempresas, a Reforma vai além da promessa de simplificação e afeta diretamente processos administrativos, controles internos e a forma como o imposto se relaciona com a operação.


O tributo deixa de ser apenas uma obrigação periódica e passa a refletir como a empresa funciona, tornando a organização operacional um fator determinante para a regularidade fiscal.


O imposto deixa de ser ajuste final e passa a refletir a operação diária


No novo modelo, o imposto acompanha cada etapa da operação, desde a venda até o recebimento. Falhas simples, antes corrigidas manualmente, passam a impactar diretamente a apuração. A tributação se torna consequência direta da execução das rotinas internas.


Efeitos no fluxo de caixa, formação de preços e controle financeiro


A nova lógica tributária afeta o fluxo de caixa, a precificação e o controle financeiro. Registros imprecisos comprometem margens e previsibilidade, exigindo dados confiáveis e integração entre sistemas para evitar aumento indireto da carga tributária.


A fragilidade dos processos internos das microempresas


Simples Nacional vai perder clientes com a Reforma Tributária quando processos internos frágeis se tornarem incompatíveis com a apuração eletrônica. A Reforma expõe falhas históricas de organização, antes toleradas, mas que passam a gerar inconsistências fiscais automáticas.


A falta de padronização e integração entre áreas deixa de ser um problema operacional e passa a ser um risco tributário.


Apuração eletrônica e cruzamento de dados em tempo real


O novo modelo se baseia em apuração eletrônica e cruzamento contínuo de informações. Dados fiscais, financeiros e operacionais são comparados em tempo real, reduzindo drasticamente a possibilidade de ajustes posteriores.


Cadastros incompletos e registros genéricos deixam de ser toleráveis


Cadastros incompletos, descrições genéricas e falhas de classificação passam a gerar impactos fiscais diretos. No novo sistema, a qualidade da informação se torna decisiva para a conformidade e para o aproveitamento correto de créditos.


Organização deixa de ser diferencial e vira condição básica


Simples Nacional vai perder clientes com a Reforma Tributária quando a organização interna for tratada apenas como diferencial competitivo, e não como condição mínima de sobrevivência fiscal. Com a nova lógica do IBS e da CBS, a tributação passa a acompanhar cada etapa da operação, exigindo consistência entre processos, registros e declarações fiscais.


Empresas desorganizadas tendem a enfrentar mais erros operacionais, retrabalho, perda de créditos tributários e riscos fiscais, especialmente no ambiente B2B, onde compradores exigem conformidade e aproveitamento pleno de créditos.


Coerência entre venda, registro e declaração fiscal


A coerência entre o que é vendido, o que é registrado nos sistemas e o que é declarado ao Fisco torna-se essencial no novo modelo tributário. Divergências entre essas etapas comprometem a apuração correta do imposto, dificultam o reconhecimento de créditos e ampliam significativamente o risco de inconsistências fiscais.


No cenário pós-Reforma, venda, escrituração e declaração precisam estar totalmente alinhadas para garantir regularidade fiscal e evitar impactos financeiros desnecessários.


Não cumulatividade plena e o risco de perda de créditos


Simples Nacional vai perder clientes com a Reforma Tributária porque a não cumulatividade plena amplia o direito ao crédito, mas condiciona esse benefício à qualidade das informações fiscais. Diferente do modelo anterior, o crédito só é reconhecido quando os dados da operação estão corretos, completos e alinhados entre vendedor, comprador e Fisco.


Para microempresas, isso representa um risco relevante, principalmente quando os processos internos não estão bem estruturados ou padronizados.


Crédito condicionado à qualidade das informações


O aproveitamento de créditos passa a depender diretamente da qualidade dos dados registrados, como tipo de operação, perfil do cliente, local da venda e classificação correta do serviço ou produto. Informações inconsistentes ou incompletas impedem o reconhecimento do crédito, mesmo quando a empresa teria direito a ele.


Assim, cadastros bem feitos, descrições claras e classificação correta deixam de ser detalhe operacional e passam a ser fator decisivo para a carga tributária efetiva.


Pagar mais imposto por falha operacional, não por alíquota


No novo modelo, muitas empresas pagarão mais imposto não por aumento de alíquota, mas por falhas operacionais. Erros simples, falta de integração entre sistemas e registros inadequados impedem o aproveitamento de créditos e elevam a carga tributária de forma indireta.


A Reforma Tributária, portanto, penaliza a desorganização e reforça que processos internos eficientes são fundamentais para manter competitividade no Simples Nacional.


Simples Nacional em 2026: o que muda e por que se preparar


Simples Nacional vai perder clientes com a Reforma Tributária se as empresas não se prepararem para as mudanças estruturais que entram em cena a partir de 2026. Esse ano marca um ponto de virada para o regime, exigindo planejamento tributário, organização operacional e adequação aos novos fluxos fiscais.


As alterações não significam o fim do Simples Nacional, mas mudam sua dinâmica competitiva. Empresas que não anteciparem ajustes podem enfrentar perda de contratos, redução de margens e dificuldades na relação com clientes B2B.


Quais são as principais mudanças do Simples Nacional para 2026


Simples Nacional vai perder clientes com a Reforma Tributária porque o regime precisará conviver com um novo modelo de tributação sobre o consumo, baseado no IBS e na CBS. As mudanças envolvem ajustes operacionais, novas exigências sistêmicas e impactos indiretos na precificação, no fluxo de caixa e no planejamento financeiro das empresas.


A adaptação passa a ser obrigatória para manter competitividade e evitar riscos fiscais no novo ambiente tributário.


Reforma Tributária e criação do IBS e da CBS


A Reforma Tributária substitui tributos atuais por dois novos impostos: IBS e CBS, que passam a coexistir com o Simples Nacional. Esses tributos poderão ser recolhidos pela guia unificada (DAS) ou de forma segregada, conforme a estratégia tributária adotada.


Essa nova lógica altera a forma de apuração, exige adequação dos sistemas e impacta diretamente a geração de créditos, a relação com clientes e a estrutura de preços.


Caminhos para adaptação das empresas do Simples Nacional


Simples Nacional vai perder clientes com a Reforma Tributária quando não houver planejamento estratégico antecipado. A adaptação exige revisão de contratos, análise do enquadramento tributário e avaliação consciente sobre a permanência no regime, principalmente para empresas que atuam no modelo B2B.


O artigo reforça a importância da orientação especializada, do uso de dados confiáveis e da organização dos processos para reduzir riscos e preservar competitividade no novo cenário.


Avaliar permanência no Simples Nacional ou migração de regime


Simples Nacional vai perder clientes com a Reforma Tributária quando empresas mantiverem o enquadramento sem avaliar o impacto da nova lógica de créditos tributários de IBS e CBS.


No modelo B2B, a capacidade de gerar crédito integral passa a ser um fator decisivo na escolha de fornecedores, o que pode tornar o Simples menos competitivo em determinadas operações.


Em alguns cenários, a migração para o Lucro Presumido ou Lucro Real pode melhorar a competitividade, permitindo maior aproveitamento de créditos e melhor posicionamento frente a clientes corporativos.


Essa análise deve considerar perfil de clientes, margens de lucro, capacidade operacional, carga tributária efetiva e o impacto financeiro no médio e longo prazo, evitando decisões automáticas ou baseadas apenas na simplicidade do regime.


Planejamento tributário deixa de ser opcional


Simples Nacional vai perder clientes com a Reforma Tributária quando o empresário tratar o planejamento tributário como algo pontual. No novo modelo, planejar deixa de ser opcional e passa a ser uma ferramenta essencial de sobrevivência empresarial.



O planejamento adequado permite ajustar preços, organizar processos, escolher o melhor regime e reduzir riscos fiscais, garantindo previsibilidade, conformidade e competitividade durante a transição da Reforma.


Conclusão


Simples Nacional vai perder clientes com a Reforma Tributária principalmente no modelo B2B, quando empresas não conseguem gerar créditos suficientes de IBS e CBS para seus compradores. O risco real não está apenas na alíquota, mas na combinação entre crédito tributário, organização operacional e posicionamento estratégico.



Negócios focados no consumidor final tendem a manter vantagens. Já empresas B2B precisarão rever processos, organizar dados, avaliar o regime tributário e adotar gestão ativa. Em 2026, o Simples deixa de ser apenas simplificado e passa a exigir decisão estratégica consciente.

Perguntas Frequentes – Simples Nacional e Reforma Tributária

O que vai acontecer com o Simples Nacional na Reforma Tributária?

O Simples Nacional não vai acabar, mas será impactado pela nova lógica de tributação sobre o consumo (IBS e CBS). Empresas precisarão adaptar sistemas de emissão de notas fiscais e processos internos para conviver com o novo modelo, especialmente nas operações B2B.

Quem será mais prejudicado com a Reforma Tributária?

Os setores mais afetados tendem a ser:

  • Empresas de serviços(educação, saúde, advocacia, TI), que têm pouca geração de créditos.
  • Negócios do Simples Nacional e MEIs que vendem para outras empresas.
  • Empresas com alta folha de pagamento, já que salários não geram créditos tributários.
O que muda no Simples Nacional em 2026?

2026 será um ano de preparação. O Simples continua existindo, mas as empresas devem se adaptar às regras da Reforma, como a convivência com IBS e CBS, novas exigências operacionais e mudanças na distribuição de lucros acima de R$ 50 mil por mês por sócio.

O Simples Nacional vai acabar?

Não. O Simples Nacional será mantido, com uma transição gradual. Entre 2026 e 2028 ocorre a fase de testes do IBS e da CBS, com alíquotas reduzidas, enquanto o regime atual continua em vigor.

Vai ter exclusão do Simples Nacional em 2025?

Sim, caso a empresa receba um Termo de Exclusão e não regularize os débitos no prazo. No entanto, é possível quitar as pendências e solicitar o reenquadramento até 31/01 do ano seguinte, retornando ao Simples de forma retroativa.

Como vai funcionar a nova tributação a partir de 2026?

A partir de 2026 inicia-se a transição para o novo sistema tributário, com destaque para CBS e IBS nas notas fiscais, testes operacionais e adaptação dos sistemas. A cobrança efetiva ocorrerá de forma progressiva a partir de 2027.

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