Empresas Simples de Crédito: Regras Flexibilizadas pelo CAE

Leonel Monteiro • 26 de junho de 2024
Uma pessoa está entregando uma sacola de dinheiro para outra pessoa.

Nesta terça-feira (25), a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou o projeto de lei complementar (PLP) 202/21, que flexibiliza as regras para as empresas simples de crédito (ESCs).


O que são as Empresas Simples de Crédito?


As ESCs são empresas que emprestam dinheiro para microempreendedores individuais (MEIs), microempresas (MEs) e empresas de pequeno porte (EPPs). Antes, elas só podiam atuar no município onde estavam situadas e apenas com recursos próprios.


Principais Mudanças do Projeto:


  1. Autorização de Filiais: Agora, as ESCs podem abrir filiais dentro do mesmo estado.
  2. Novo Público: Produtores rurais e profissionais liberais podem ser atendidos.
  3. Linhas de Crédito Bancárias: ESCs podem usar linhas de crédito bancárias com limite de alavancagem de até 1,5 vezes o capital.
  4. Atuação como Intermediárias: Podem atuar como agentes repassadores ou intermediários de recursos de programas e fundos governamentais e de bancos, sejam públicos ou privados.
  5. Cessão de Carteira de Crédito: ESCs podem transferir empréstimos para outras instituições em troca de dinheiro.


Outras Mudanças Importantes:


  • Limite de Operações: O limite será baseado no patrimônio líquido, em vez do capital realizado.
  • Movimentação de Valores: Deve ocorrer através do Sistema de Pagamento Brasileiro, com transferência entre contas dos titulares. O descumprimento pode levar a até quatro anos de reclusão.


Estas mudanças visam ampliar e facilitar o acesso ao crédito para pequenos negócios e profissionais liberais, incentivando o crescimento econômico.

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Compliance tributário Simples Nacional é o conjunto de práticas, controles e procedimentos utilizados para manter a empresa em conformidade com as regras tributárias do regime, garantindo que informações fiscais, obrigações e recolhimentos estejam corretos e coerentes entre si . Estar no Simples Nacional não significa apenas calcular e pagar o DAS todos os meses. A conformidade começa no cadastro e nas atividades exercidas , passa pelos documentos fiscais e pelo faturamento e chega à apuração dos tributos, declarações transmitidas e pagamentos realizados . Todas essas informações precisam estar alinhadas. Na prática, uma empresa pode estar pagando seus tributos mensalmente e, ainda assim, apresentar inconsistências. Uma receita classificada incorretamente, uma atividade incompatível com o cadastro ou uma divergência entre documentos fiscais e informações declaradas pode afetar a apuração e aumentar os riscos tributários. Por isso, o compliance deve funcionar como um processo preventivo e contínuo , capaz de identificar divergências, investigar suas causas e permitir a correção antes que os problemas se acumulem. Ao longo deste artigo, você vai entender como estruturar o compliance tributário no Simples Nacional na prática , quais informações e obrigações precisam ser monitoradas e quais controles podem ajudar empresas e escritórios contábeis a manter uma rotina fiscal mais segura e organizada.
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Integração com o PGDAS-D é a forma mais eficiente de transformar as informações do Simples Nacional em inteligência para a gestão tributária. Em vez de utilizar o sistema apenas para transmitir declarações e emitir o DAS , a integração centraliza dados relevantes em um único ambiente, reduz o trabalho operacional e permite que o contador acompanhe riscos, indicadores e oportunidades de forma muito mais estratégica. Durante muitos anos, o Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (PGDAS-D) foi associado quase exclusivamente à apuração mensal dos tributos das empresas optantes pelo Simples Nacional . Na rotina de milhares de escritórios contábeis, o processo costuma seguir o mesmo fluxo: acessar o portal, transmitir a declaração, emitir o DAS e concluir as obrigações daquela competência. Embora essa seja uma etapa indispensável, ela representa apenas uma pequena parte das informações disponibilizadas pelo sistema. Além da apuração mensal, o PGDAS-D reúne dados fundamentais para o acompanhamento da situação tributária das empresas, como declarações transmitidas , recibos, extratos, memória de cálculo, histórico das competências, débitos , Domicílio Tributário Eletrônico (DTE) , ações fiscais, notificações, Receita Bruta Acumulada nos últimos 12 meses (RBT12) , anexos aplicados, alíquotas efetivas e histórico dos DAS emitidos. Quando essas informações são analisadas em conjunto, elas deixam de ser apenas registros fiscais e passam a apoiar decisões importantes tanto para o contador quanto para o empresário. O desafio é que esses dados permanecem distribuídos em diferentes consultas dentro do Portal do Simples Nacional . Para escritórios que administram dezenas ou centenas de empresas, isso significa acessar individualmente cada CNPJ , navegar por diversas telas, localizar documentos, emitir extratos e manter controles paralelos para acompanhar informações que poderiam estar centralizadas. Na prática, essa rotina consome horas da equipe todos os meses, aumenta o retrabalho e dificulta uma atuação preventiva. Informações importantes podem passar despercebidas, como uma nova comunicação no DTE , um débito pendente, uma ação fiscal em andamento ou a aproximação dos limites de faturamento do Simples Nacional . Quanto mais tempo o contador dedica à busca dessas informações, menos tempo sobra para analisar os dados e orientar seus clientes de forma estratégica. É justamente esse cenário que a integração com o é-PGDAS busca transformar. Em vez de utilizar o PGDAS-D apenas para cumprir uma obrigação acessória, a plataforma reúne as principais informações tributárias da empresa em um único ambiente, facilitando consultas, reduzindo tarefas repetitivas e proporcionando uma visão completa da situação fiscal de cada cliente. O resultado vai muito além da emissão do DAS . Com acesso rápido a informações organizadas e atualizadas, o contador consegue acompanhar indicadores, antecipar riscos, identificar oportunidades de melhoria, fortalecer sua atuação consultiva e entregar muito mais valor aos empresários. A integração com o PGDAS-D transforma dados tributários em informações úteis para a tomada de decisão, tornando a contabilidade mais eficiente, preventiva e estratégica.
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